quarta-feira, 29 de julho de 2015

— A Teoria do Caos.

A insônia me fez companhia outra vez; Me peguei olhando para o teto, fazendo perguntas das quais nem eu sei ao certo. Estava escuro, mas eu não tinha medo, pois, sabia que no quarto ao lado a minha mãe estava dormindo. Eu deveria ter medo do escuro, mas não tinha. Meu medo era de ficar sozinho nele, com as inquietações que me atormentam por dentro. Ou, como uma pessoa normal que tem medo de cobras, ratos e baratas. Mas não, eu sentia uma breve repulsa, não medo. O medo eu tinha das borboletas, que são lindas, esbeltas, calmas e frágeis. Eu sei lidar com a repulsa, o nojo, pois eles não vão virar nada além daquilo. Não tem como se esperar muito de sentimentos assim, tão frios. Mas as coisas que são calmas e frágeis podem sim, virar a se tornar algo. E é esse “algo”, indefinido, cálido e irreal que me assusta, me comprime e me cala.

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