quarta-feira, 29 de julho de 2015

— A Teoria do Caos.

A insônia me fez companhia outra vez; Me peguei olhando para o teto, fazendo perguntas das quais nem eu sei ao certo. Estava escuro, mas eu não tinha medo, pois, sabia que no quarto ao lado a minha mãe estava dormindo. Eu deveria ter medo do escuro, mas não tinha. Meu medo era de ficar sozinho nele, com as inquietações que me atormentam por dentro. Ou, como uma pessoa normal que tem medo de cobras, ratos e baratas. Mas não, eu sentia uma breve repulsa, não medo. O medo eu tinha das borboletas, que são lindas, esbeltas, calmas e frágeis. Eu sei lidar com a repulsa, o nojo, pois eles não vão virar nada além daquilo. Não tem como se esperar muito de sentimentos assim, tão frios. Mas as coisas que são calmas e frágeis podem sim, virar a se tornar algo. E é esse “algo”, indefinido, cálido e irreal que me assusta, me comprime e me cala.

domingo, 19 de julho de 2015

Vamos fingir que tudo está bem. Que as piadas do palhaço ainda são engraçadas e que o coração não dói. Que o ambiente reservado para fumantes não sufoca e que esperar na fila do banco não cansa. Vamos fazer parecer que nenhuma música é uma lembrança e que o cheiro não grudou na ponta do nariz. Vamos fingir que eu não o vejo em todo canto e que o meu lado da cama dele ainda espera por mim. Vamos fazer de conta que esse espaço todo não aperta e que o que sinto não é necessidade. Vamos fechar os olhos e imaginar que esse ainda não foi o inicio do fim.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Depois de quase um ano sem escrever absolutamente nada no blog, hoje eu volto a escrever não será como tanta frequência apenas quando haver toques, toques do alto, toques de dentro. É não precisa entender, apenas eu.
Desde a madrugada algumas cenas que vi não saem da minha cabeça, como pode uma família se desesperar por um fato inexplicável aos próprios olhos? A única resposta se chama "A VONTADE DE DEUS".
Existem tantos seres humanos tortos, desconcertados, pecadores assíduos, miseráveis... E mesmo assim me fiz perguntas o PORQUE, porquê não a cura pra o mesmo? Porquê não o folego de vida?
Acordei triste, arrasado, um servo do PAI...
Eu não sei o que aconteceu, não sei os propósitos, motivos, eu não sei nada, só uma angustia fina permanece em mim.